Como tirei a chupeta do meu filho

Olá! Vim falar sobre um assunto com o qual convivi e sofri por cerca de dois anos e meio. Digo que sofri, pois foi algo que me impuseram desde o início, sem que me fossem dadas as alternativas de aceitar/não aceitar ou adotar por livre e espontânea vontade.

Depois do meu parto ficamos de 12 dias internados em observação, pois meu filho poderia necessitar de tratamento intensivo. Neste período, os funcionários do hospital, sem a nossa prévia autorização, enfiava a querida e silenciadora chupetinha em todas as crianças internadas. Eles dizem que as crianças não devem chorar, ou este esforço pode sobrecarregar o coração/pulmão delas. Com este argumento, aceitei sem questionamentos. E assim fomos convivendo com a fiel companheira do meu filho até cerca de um mês atrás.

Após 1 ano de idade decidimos que ele só teria a chupeta a tarde para soneca e a noite para dormir. Parcialmente funcionava muito bem. Bastava ele estar sob os cuidados de outras pessoas para qualquer chorinho ser motivo para ganhar a chupeta, principalmente se ele estivesse doente.

Hoje entendo que contribuímos e erramos bastante neste ponto. Sempre que iríamos nos ausentar deixávamos a chupeta prontinha junto com os seus demais pertences, para um caso de emergência…Qualquer irritação causada pela criança a qual você não está acostumar a lidar pode ser um caso de emergência. Se algum recurso – como uma chupeta, estiver ao alcance, quem hesitará em usá-la? Nós mesmos, pais utilizamos este recurso nos momentos em que a paciência está em falta.

Falando em paciência, esta é a palavra-chave que você precisa para conseguir que seu filho livre-se da chupeta. Se você esperou ele fazer 2 anos para começar a acabar com este hábito, saiba que terá de ter ainda mais paciência. Creio que sejam raros os casos em que crianças renunciem por si próprias esta dependência. Pelo menos aqui em casa, esperei, esperei, esperei e continuaria esperando se não tomasse a atitude que tomamos.

Depois de um tempo, de algumas viagens e fases em que ele esteve doente relaxamos bastante em relação à restrição e ele simplesmente foi se re-acostumando com isso. Perdemos a chupeta diversas vezes e logo corríamos depressa para o mercado em busca da substituta para evitar o stress e o choro inconsolável.

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Pesquisei muito sobre o assunto, conversei com seu pediatra e outros pais. Pensei até simpatia! Nada disso me trouxe a solução que precisava. Já sem ideia a recorrer estabeleci aqui em casa, comunicando ao meu esposo e também aos avós que na próxima vez que a chupeta se perdesse ele ficaria de vez sem ela. E assim foi… Num belo dia, logo após o café da manhã, meu filho pediu a chupeta. Procuramos por ela por alguns minutos e como não a encontramos o prometi ir mais tarde na casa dos seus avós buscá-la. Fizemos isso e pra minha surpresa eles também não a encontraram. Foi então que eu pensei no que já havia decidido. A hora chegou! Imediatamente reforcei a todos o meu desejo de que ele abandonasse a chupeta e que não houvesse uma substituta. Todos de acordo, enfrentamos a primeira noite.

Como era de se esperar ele demorou um pouco a pegar no sono sem parar de chorar pedindo, implorando pela sua companheira de berço. Continuamos firmes como deveríamos, além disso já havia passado o horário de funcionamento dos estabelecimentos onde poderíamos comprar uma nova. Como de costume ele acordou uma vez a noite e obviamente, procurou pela chupeta. Chorou mais uma vez por alguns minutos e em algum momento ele finalmente adormeceu.

No dia seguinte ele mencionou várias vezes o desejo pela chupeta. E todas esses vezes nós o falamos que ela pertencia apenas aos bebês e meninos grandes não precisavam de chupeta, numa tentativa meio frustrada de fazê-lo sentir-se mais crescido. Acredito que nesta idade, de 2-3 anos, eles ainda não sabem diferenciar muito bem, se encontram ainda nesta transição. Neste dia eu até a reencontrei, mas escondi rapidamente antes que ele soubesse.

Confesso que fiquei meio incrédula e muito ansiosa sobre o que ainda estava por vir. Nos dias seguintes ele pediu diversas vezes a chupeta. Também isso já era de se esperar. Isso foi se repetindo nas próximas 2 ou 3 semanas e nós continuamos firmes, embora algumas vezes pensamos em comprar uma nova chupeta fazendo com que ele regulasse o sono, que neste período foi bastante afetado.

Há alguns dias atrás aconteceu algo inusitado. Enquanto sentávamos no chão do quarto ele abriu sua bolsa de passeio. Pondo tudo pra fora, de repente ele retirou junto a chupeta reserva que sempre ficava ali guardada. Eu não recordava também onde estava a reserva. Por impulso tentei arrancá-la da sua mão. Logo me contive e fiquei apenas observando o que ele estava fazendo. A reserva assim como a primeira estava meio mordiscada na ponta. Ele me mostrava fazendo o gesto de que colocaria na boca e ao mesmo tempo pedindo a minha autorização. Eu obviamente dizia que ele não deveria por na boca porque ela estava estragada e ele já era um menino, não um bebê. Assim mesmo ele a pôs na boca por alguns segundos fazendo algumas sucções e rapidamente a retirava. Fez isso cerca de 3 vezes. E em seguida, para minha surpresa ele levou-a para fora do quarto pondo-a em cima do aparador e simplesmente não lembrou-se mais dela neste dia, ou pelo menos não demonstrou mais qualquer interesse pela mesma. Isso me deixou muito aliviada e certa de que a atitude que tomamos foi a mais correta naquele momento.

Se não estou enganada ele usou a chupeta pela ultima vez uma semana antes do natal de 2014, ou seja, há pouco mais de 1 mês. Seu sono a noite está normalizado porém, durante o dia ele ainda não dorme muito fácil como antes de se despedir da chupeta. Mesmo assim, estou super feliz por acompanhar este passo importante para o desenvolvimento do meu filho. Sim, por que a chupeta também acalma e dá uma sensação de segurança para a criança, mas o melhor é quando a criança não necessita dela pra acalmar-se ou sentir-se segura.

Até o momento este foi o tema que mais nos inquietou a respeito do desenvolvimento do nosso primeiro filho. Acho que por isso ainda fico horrorizada ao escutar de algumas pessoas que fazem de tudo pra seu filho aceitar a chupeta. Claro que todos tem seus motivos, seja usá-la como substituta no caso em que o bebê usa o bico do peito da mãe ininterruptamente, ou para que ele simplesmente cesse o choro, ou até mesmo porque acha bonitinho um bebê de bico…O fato é que muitos pais não estão preparados para lidar com as consequências de seu uso prolongado.  Especialistas destacam que o uso da chupeta além de causar problema na dentição também dificulta a detecção de problemas na fala. Além disso, se a chupeta não for devidamente higienizada e trocada periodicamente, poderá facilitar a aquisição de doenças e infecções.

Para quem ainda está em dúvida ou deseja explorar mais o assunto neste link encontrará um excelente artigo do portal babycenter.

Você também enfrentou ou enfrenta este problema com seu(s) filho(s)? Deixe por favor, seu comentário 😉

 

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